A Coca-Cola é sem dúvida o refrigerante
mais famoso de todos os tempos e isso se deve a campanhas de marketing
extremamente bem feitas, acompanhadas de alguns golpes de sorte. Um
deles foi a feliz associação à imagem do Pai Natal (Papai Noel); o outro
foi design genial da sua garrafa, e é sobre a criação deste formato de
garrafa que falaremos neste post.
A primeira garrafa de Coca-Cola foi
produzida no Estado americano do Mississipi, em 1894. Antes disso, o
refrigerante era vendido em copos. Inicialmente, as garrafas não eram
uniformes ou padronizadas, como as que se vêem hoje. O que as
diferenciava de outras era o já conhecido logo manuscrito da Coca-Cola
estampado no rótulo.
Não demorou muito para que os produtores percebessem que o gelo
utilizado para resfriar a bebida provocava a queda da etiqueta de papel.
Isso fez com que começassem a fabricar garrafas com a logomarca gravada
no próprio vidro. Uma dessas relíquias foi recentemente vendida –
vazia! – por 2.420 dólares.
Em 1915, a Coca-Cola resolveu padronizar
a produção de suas garrafas. Eles queriam algo que fosse reconhecido
imediatamente pelo público, sem a necessidade de associação ao nome da
marca. A empresa organizou um concurso entre suas produtoras e quem
venceu foi a Root Glass Company, do Estado de Indiana. O maquinista Earl
Dean foi quem desenhou a garrafa que seria, em pouco tempo,
mundialmente conhecida. O curioso foi que ele se inspirou em uma figura
do cacau (“cocoa”, em inglês) da Enciclopédia Britânica de 1911. Dean se
confundiu ao procurar um desenho que representasse o ingrediente “coca”
da bebida que burro, dá zero pra ele ¬¬ .
Antes de começar a fabricação, o design
de Dean foi adaptado. Não era prático produzir e empacotar garrafas com o
meio tão mais largo que a base, o que forçou a redução da “barriga”. A
patente não foi entregue a ele, mas ao superintendente dele, Alexander
Samuelson.
Em 1922, Chapman Root, o dono da fábrica, patenteou como sua a
invenção de um segundo modelo, em que é inserida uma área plana no meio
da garrafa, que seria usada para abrigar o logo. Depois, em 1937, mais
uma “invenção”: Eugene Kelly, chefe da unidade do Canadá, dividiu essa
área central em duas e registrou a arte em seu nome.
Andy Warhol, o mestre da pop art
norte-americana, usou garrafas de Coca-Cola em muitos de seus trabalhos.
Quando quis explicar a democracia de consumo nos Estados Unidos, citou o
produto: “Os ricos consomem o mesmo que os pobres. Enquanto você bebe
Coca-cola, o Presidente e a Liz Taylor também o fazem”. Em 2010, uma de
suas obras que retrata o “democrático refrigerante” foi vendida por
cerca de 22 milhões de dólares.
- Obra milionária de Andy Warhol
A Coca Cola chegou ao Brasil em 1942. Vinha em barris e era engarrafada aqui.
Curiosidade: 40 mil garrafas e latinhas de Coca Cola são vendidas no mundo por segundo.