O ditado de que beber oito copos de água por dia faz bem para a saúde global é amplamente considerado um mito.
Porém...
, pesquisas ao longo dos anos sugerem que beber mais água ajuda a limpar os rins de sódio, ureia e toxinas do corpo. No ano passado, dois grandes estudos encontraram um menor risco de problemas renais a longo prazo entre as pessoas que bebem mais água e outros líquidos por dia.
, pesquisas ao longo dos anos sugerem que beber mais água ajuda a limpar os rins de sódio, ureia e toxinas do corpo. No ano passado, dois grandes estudos encontraram um menor risco de problemas renais a longo prazo entre as pessoas que bebem mais água e outros líquidos por dia.
Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, acompanharam
mais de 2.400 pessoas com mais de 50 anos. Aquelas que bebiam mais
líquidos, cerca de três litros por dia, tinham um risco
significativamente mais baixo de doença renal crônica do que as que
bebiam menos.
Outro estudo publicado no mês passado por cientistas canadenses que
seguiram por sete anos 2.148 homens e mulheres saudáveis, com idade
média 46 anos, chegou a conclusões semelhantes.
Os pesquisadores olharam para os marcadores da função renal e de saúde e usaram o volume urinário para determinar a quantidade de líquidos que os indivíduos bebiam diariamente. Após o controle para diabetes, fumo, medicamentos e outros fatores, eles descobriram que aqueles que tinham o maior volume de urina – em outras palavras, aqueles que bebiam mais líquidos – eram menos suscetíveis ao declínio da função renal.
Os resultados não significam que você deva beber muita água, o que pode
causar efeitos colaterais. Mas fornecem evidências de que aumentar
moderadamente sua ingestão de líquidos, acima de dois litros por dia,
pode de fato beneficiar o rim.
“Acredite ou não, agora temos provas para apoiar o ‘mito’ de que oito
copos grandes de líquido por dia é bom para os rins”, disse o Dr.
William Clark, um dos autores do estudo.
Atletas em perigo
Um estudo publicado recentemente pela Universidade Harvard, nos Estados
Unidos, e amplamente divulgado pela imprensa, deixou muita gente com
medo. Ele dava conta de que água em excesso pode causar hiponatremia,
distúrbio que provoca inchaço do estômago, vômito, fadiga extrema, perda
de concentração e até a morte. Trata-se de uma combinação perigosa: a
perda de sódio pelo suor exagerado durante a prática de esporte e a ação
da água em abundância, que dilui ainda mais a substância. Déficit de
sódio é coisa séria. O mineral mantém o volume dos líquidos corporais,
atua na contração muscular e ajuda a absorver a glicose. A notícia deve
alterar os conceitos de hidratação dos atletas — e só deles. Quem faz
atividade física normal não corre esse risco, até porque dificilmente
vai tomar baldes de água, como fazem os esportistas.
As crianças, principalmente, precisam repor a água perdida. No caso dos
bebês de até 6 meses, o leite materno é suficiente para garantir a
hidratação. Já os maiorzinhos precisam, sim, beber água. Em que
quantidade? “Até a adolescência, a necessidade diária varia de 500
mililitros a 1 litro”, responde Tânia Rodrigues. Não tem erro: de novo, a
cada grama de peso corresponde 1 mililitro de água. Então, se quiser
seguir a cartilha da boa hidratação, você tem que pesar seu filho logo
ao acordar e depois de algumas horas de atividade. Mas, convenhamos, dá
trabalho. Não precisa chegar a tanto. “Basta oferecer água sempre, pois
os pequenos correm mais riscos de uma desidratação, já que estão em
crescimento, são muito ativos e nem sempre se lembram de pedir água”,
diz Tânia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário